sexta-feira, 9 de abril de 2010

Edgar Kittelmann falece aos 77 anos...

Kittelmann era considerado um dos pioneiros no montanhismo gaúcho, tendo iniciado suas conquistas na década de 1950.



Edgar Kittelman era um dos precursores do montanhismo no Rio Grande do Sul. Poliatleta, seu Edgar venceu problemas na infância, como poliomielite e paralisia infantil, se destacando em várias atividades esportivas, como: natação, ciclismo e canoagem.

Entretanto nada na vida de Edgar marcou tanto quanto sua atuação no montanhismo. No ano de 1950, Kittelmann e Sérgio Machado, então presidente do Clube Excursionista Farroupilha, decidiram alcançar o topo do Pico dos Gravatás, localizado no conjunto de morros de Itacolomi.

Na época, não existiam equipamentos de escalada no Brasil, muito menos informações técnicas de como usá-los. Foram dois anos de pesquisa e preparação até que, com auxilio do professor Giuseppe Gâmbaro, que tinha experiência em esqui, adquirida na Itália, que a equipe de Edgar conseguiu conquistar a primeira via de escalada no Estado, a via Sul do Gravatas, um grau elevado para a época: 5º.
Esta pequena escalada representou um grande marco e o começo de uma história muito maior, tanto para Edgar, que foi mais tarde considerado patrono do montanhismo gaúcho, quanto para o Rio Grande do Sul, que é terra de grandes escaladores que fizeram história no montanhismo brasileiro.

De todas as dificuldades, a falta de equipamentos nunca foi um problema para o Sr. Edgar,pois ele os fabricava. “Ele é (sic) teimoso feito um carneiro montês. Melhor sair da frente quando ele disser que vai escalar uma montanha ou descer um rio de corredeira. Se não tiver equipamento? Não tem problema. Ele mesmo constrói minuciosamente” Disse Orlei Jr. na ocasião do 72 aniversário de Kittelmann em 2005.

Teimoso, Kittelmann continuou indo para a montanha até a década de 2000, quando seus problemas, aliados à idade, foi tornando complicadas suas aventuras.

Fonte: Portal Inema e Escaladas no Sul

UM POUCO DE SUA HISTÓRIA!!!

Edgar Kittelman, pioneiro do montanhismo no Rio Grande do Sul, completa 72 anos no dia 06 de janeiro de 2005. Confira a matéria feita com ele quando esteve visitando o INEMA em 2003.

A história do montanhismo riograndense começou há aproximadamente meio século. Edgar Kittelman, ou seu Edgar como é chamado pelos amigos, teve um dos papéis principais no cenário gaúcho dessa modalidade.

Esse jovem senhor de 70 anos, nascido em Cruz Alta, com um ano e meio mudou-se com a família para Porto Alegre. Foi nessa época que teve os primeiros sintomas da poliomielite.


Na juventude, entretanto, a dificuldade da paralisia infantil foi superada. Seu Edgar driblou as limitações físicas e praticou muitas atividades esportivas, como: natação, caminhada e ciclismo.

"Eu trabalhava com meu tio como pintor em residências finas e namorava as empregadas domésticas dessas casas, que geralmente vinham do interior. Eu sempre fazia questão de conhecer os pais das moças, pois aí arranjava um motivo para viajar de bicicleta. Foi em uma dessas minhas viagens que uma mulher me disse que o seu sobrinho, Sérgio Prates Machado, tinha um clube de excursões. Fui então apresentado ao pessoal do Clube de Excursões Farroupilha", lembra seu Edgar.

Naquele tempo, com mais ou menos 20 anos, o aventureiro acompanhou os já amigos do Clube Farroupilha até o Pico do Itacolomi – uma das feições rochosas mais características do Rio Grande do Sul, cuja fisionomia lembra dois pilares isolados – onde acampariam. Seu Edgar não imaginava que neste momento começava, quase que por acaso, sua trajetória como montanhista.

"Fomos para o Itacolomi no sábado... Fiquei no acampamento entretendo as meninas, tocando gaita de boca. O Sérgio, o irmão dele e mais dois primos se sumiram, ficaram o dia fora, e à noite quando chegaram, eu ouvi uns comentários que tinham que fazer uma escada maior e que teriam que voltar no outro dia... Perguntei então, o que estavam fazendo e planejando. Descobri que eles estavam se preparando para fazer a subida ao pico vizinho, o Pico dos Corvos, que pegou esse nome porque tinha muitas prateleiras, onde os corvos faziam seus ninhos", conta.

No dia seguinte, seu Edgar ficou curioso e resolveu ir junto. "Na Pedra do Covarde fizeram uma escada... Um dos rapazes estava no último degrau, tentado continuar e o Sérgio embaixo fazia a segurança... Neste momento, ele disse para o Roberto deixar a tentativa para outra vez, que daí fariam uma escada maior. Mandou ele pegar a bandeira do clube e fincar no local que deixaríamos para retornar depois... E eu disse que poderia fazer aquilo, já que estava acostumado a trabalhar com escadas de 11 metros. Então, fui até o último degrau, olhei para cima, mas a passagem era impossibilitada pelos gravatás (espécie de planta espinhosa), pela direita também não tinha chance de ir, e à esquerda então eu vi uma plataformazinha. Coloquei o pé ali e com um impulso consegui ficar em pé na pequena plataforma, que era a parte mais difícil da subida. Lá em cima havia um arbusto que dava para amarrar a corda, e foi o que fiz. Logo, todo mundo subiu. Foi emocionante", recorda o pioneiro do montanhismo.
Entretanto, não foi nessa primeira escalada que seu Edgar se apaixonou realmente pelas subidas de montanhas. "Fizemos a parte sul do Itacolomi... e depois eles queriam fazer o lado norte. E eu sempre ficava no acampamento, tocando gaita. Não estava nem aí para a escalada deles...", afirma.

A história do montanhismo no Rio Grande do Sul continua no Itacolomi...

"Era um dia de inverno e um deles gritou para eu ir lá em cima dar uma mão para segurar a corda. O rapaz que a segurava estava com muito frio e queria descer para o acampamento, já o outro que batia os grampos estava cansado de ficar pendurado, pois naquele tempo não existia cadeirinha, a gente se pendurava nas cordas mesmo. Então, ele desceu e me deu segurança para subir. Fui até um ponto e aconteceu mais ou menos como na primeira vez: para cima não dava, na direita havia um precipício, na esquerda tinha uma fenda onde pude colocar a ponta da bota e outra onde coloquei as mãos. Arriscando, sem grampo, sem nada, fiz a travessia de uns sete metros... Depois havia uma canaleta, comecei a limpá-la e consegui subir, praticamente já estava no topo de novo... Nesse meio tempo, o restante do pessoal fez a subida pelo outro lado. A namorada do Elói, um dos rapazes que estava a uns 20 metros de distância segurando a corda, pensou que ele estivesse puxando a cordada e correu pra recebê-lo, gritando - ‘Elói, meu herói! Conseguiste!’-, e eu pensei - ‘É brincadeira, eu faço as coisas e os outros recebem os elogios!’- A partir daí, decidi começar a me dedicar ao esporte", lembra entusiasmado.













Seu Edgar conta que naquela época, tudo era muito diferente. Os equipamentos eram arcaicos e não ofereciam segurança alguma. Os alpinistas na década de 50 eram chamados de loucos, e Edgar Kittelman também não escapou do comentário.

Já tentando conquistar o pico pela parede oeste, o montanhista começou a fabricar seus próprios materiais de escalada. "A parte oeste começou a ficar uma subida mais técnica... Eu descobri um grupo de escoteiros que mandou vir da Alemanha um livro, e por ele fui aprendendo como se amarra as cordas, os tipos de nós, os modelos de grampos... Cheguei a montar uma ferraria em casa, porque os ferreiros só sabiam fazer ferradura de cavalo, não acertavam o formato e cobravam muito caro... Eu mesmo comecei a fazer meus grampos, e fiz muitos... Aí já modifiquei o formato do martelo e os pinos já ficaram menores, comecei a fabricar mosquetão de cano de luz, mosquetão com rosca, tudo adivinhando das revistas que eu conseguia da Alemanha, onde tinha fotografias dos acessórios. Fui inventando e fazendo esse material sozinho, e alguma coisa ainda tenho em casa", comenta.

Atualmente, seu Edgar, mesmo com dificuldade de caminhar por causa das seqüelas da poliomielite, acompanhada de um joelho machucado após uma queda de bicicleta há alguns anos, dedica-se à canoagem, fabricando seus próprios caiaques em estilo bem artesanal.

O montanhista tem consciêcia do que representa para os jovens. "Sou um exemplo para a gurizada, pois tendo dificuldade em me locomover, nunca deixei de praticar esportes", finaliza.

Certamente o senhor é uma referência, seu Edgar. Seu nome é sinônimo de força e determinação!

DESCANSE EM PAZ, E TENHA CERTEZA ONDE QUER QUE O SENHOR ESTEJA QUE NOS DEIXOU UM GRANDE LEGADO JUNTO AO MONTANHISMO BRASILEIRO, E QUE SUA PASSAGEM POR ESTE MUNDO NÃO FOI EM VÃO!!!
ATT. GRUPO CEMAR

FONTE: inema.com

segunda-feira, 15 de março de 2010

Parque Estadual Cunhambebe...


Criado através do Decreto Estadual nº 41.358, de 13 de Junho de 2008, o Parque Estadual Cunhambebe tem área de 38 mil hectares e abrange parte dos municípios de Mangaratiba, Angra dos Reis, Rio Claro e Itaguaí. A nova unidade protegerá uma região de vegetação nativa, formando um contínuo florestal com o Parque Nacional da Serra da Bocaina e a Terra Indígena de Bracuhy, o que assegura a preservação de espécies animais e vegetais ameaçadas com a fragmentação dos remanescentes da Mata Atlântica. Do total da área prevista para o parque, 95% é composta por florestas bem conservadas. O parque também vai preservar importantes fontes de abastecimento de água para a população do sul do estado, como a Bacia da Represa de Ribeirão das Lajes.

Na fauna da região constam exemplares de mono carvoeiro, lontra, queixada, cateto e teiú, além de espécies ameaçadas de extinção, como, por exemplo, a anta, um sapo da espécie Cylloramphus eleutherodactylus e um primata da espécie Callithrix aurita. Dentro dos seus limites estão várias áreas de interesse turístico, como a antiga Estrada Imperial, no Distrito de São Marcos, em Mangaratiba, que conta com mirantes, edificações e ruínas típicas do período colonial. Outros pontos de interesse são o Pico do Sinfrônio, com 1,5 mil metros, em Angra dos Reis, e o Pico das Três Orelhas (1,1 mil metros), em Mangaratiba. Trilhas, cachoeiras e paredões para escalada contam-se entre as principais atrações para os adeptos de esportes de aventura.

A denominação do parque é uma homenagem ao cacique tupinambá Cunhambebe, líder da Confederação dos Tamoios, formada por volta de 1560. O cacique tornou-se temido pelos portugueses, contra os quais obteve várias vitórias até sua morte por varíola. Atualmente, Cunhambebe é lembrado pelo nome do maior distrito do município de Angra dos Reis, onde teria nascido, na localidade de Ariró.

Administrador: Flavio Luiz de Castro Jesus

Endereço: O Parque ainda não conta com sede própria. Para mais informações, os interessados devem procurar a Diretoria de Conservação da Natureza (DCN) do IEF/RJ.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

REUNIÃO CEMAR 19 02 2010...

FICOU DECIDIDO NA REUNIÃO DO DIA 19 DE FEVEREIRO DE 2010 AS SEGUINTES QUESTÕES:

- DA PRESIDENCIA DO CLUBE, FICANDO CARLOS H. "CACÁ" COMO PRESIDENTE E PETERSON DUARTE F. COMO VICE PRESIDENTE.

- DA FILIAÇÃO JUNTO AO CEMAR, FICOU DEFINIDO O PADRÃO DA FICHA E DA CARTEIRINHA.

- DA AGENDA PARA O ANO DE 2010.

* CACHOEIRA TOMBO D'ÁGUA NA SERRA D'ÁGUA(SITIO DO Sº MAURO) NO DIA 14 MARÇO DE 2010 "DOMINGO".


* ATM 2010 ( ABERTURA DA TEMPORADA DE MONTANHISMO) ABRIL OU MAIO.


* ITATIAIA (PARTE ALTA DO PARQUE) JUNHO.


* PEDRA DO BAÚ (SÃO BENTO DO SAPUCAÍ) AGOSTO.


*PROJETO MOCHILA SOCORRISTA "G. T. CEMAR" APH BÁSICO (SOMENTE PARA PESSOAS COM CURSOS RECENTES E RECONHECIDOS NA ÁREA DE APH).


GRUPO CEMAR, POR UM MONTANHISMO SOLIDÁRIO E AUTO-SUSTENTÁVEL.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

ATIVIDADE CEMAR

LIMPEZA DE TRILHA E VIAS DO CAMPO ESCOLA CAPUTERA


Sábado (31/01/2010) passado alguns integrantes do CEMAR deram início na primeira atividade desse ano. Iniciamos uma limpeza da trilha e de algumas vias do Campo Escola da Caputera. Atividade na qual exercemos com muito gosto pensando nos novos praticantes do esporte, que nesse ano já conta com mais adeptos e alguns interessados em saber como é a tal escalada...



Reflexões a parte, acredito que esse tipo de atividade é dever de todo escalador. Cuidar do local de prática é muito importante e não é só uma coisa de deixar o lugar mais limpo e mais agradável, é mais que isso, é uma atividade que facilita a vida dos praticantes. É pensando neles que realizamos esse tipo de atividade, quem não gosta de chegar num lugar onde a trilha esteja bem batida e a pedra limpinha esperando para ser escalada???


Aproveitando a fala, deixo um recado para os mais novos e mais velhos também...rs... Nem sempre as pedras e as trilhas vão estar limpas, somos nós(escaladores) que temos o dever de fazer esse trabalho de cuidar do lugar que usamos. A mensagem fica para que os futuros praticantes absorvam e entendam que isso e muitas outras coisas fazem parte do mundo da escalada.


Grande abraço e boas escaladas

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Reportagem do Fantástico sobre a escalada do Monte Roraima...

Trio brasileiro ficou 12 dias pendurado num paredão rochoso. Situada na Amazônia, Monte Roraima é desafio lendário entre alpinistas. Eles escolheram um caminho difícil e perigoso, até então inexplorado pelos brasileiros. A sétima montanha mais alta do país, com 2,734 mil metros, fica na fronteira com a Venezuela e a Guiana.

vôo rasante de helicóptero.


fonte:www.globo.com/fantastico