Por esses dias demos início em mais uma empreitada para abrir duas vias de escaladas numa ilha daqui de Angra. Atividade de trabalho árduo, porem prazeroso, quando se esta acompanhado de amigos e em um lugar repleto de belezas naturais para se admirar.
O mais gratificante, depois de uma empreitada dessas ou de uma simples escalada numa parede, falésia ou boulder na beira da praia, é logo em seguida dar um mergulho no mar, depois ir comer uns peixes frescos e algumas comidas típicas da região que foram deixadas de herança pelos antigos caiçaras. Povo no qual a cultura esta quase extinta por aqui. Felizmente ainda conseguimos encontrar alguns poucos remanescentes em alguns lugares da Ilha Grande e em outras ilhas.
Essa cultura e outras de modo vida simples foram meio que extintas devido a especulação imobiliária, industrialização da pesca, troca dos modos de vida mais simples por facilidades e conforto ilusórios da sociedade atual, criação de “Parques, APAS e Unidades de Conservação” sem o menor estudo sobre o local e quem vive ou vivia no lugar antes dessas demarcações, leis e decretos que proíbem a pesca, a agricultura e o turismo em alguns lugares, atividades das quais os caiçaras viviam. O negócio foi feito de tal maneira, parece que pegaram um mapa da região e saíram rabiscando as áreas de proteção.
Termino com um agradecimento aos amigos do CEMAR e aos caiçaras que sempre nos recebem com muita alegria e cheios de histórias para contar...
Diego M. Santos







